Como Defender o Seu Argumento Pró-Vida em 5 Minutos ou Menos

Por Scott Klusendorf do Life Training Institute – A navegação pelo site deles é altamente recomendada, pelos óptimos e vastos recursos que lá encontramos para a defesa da posição pró-vida.


Uma Defesa Pró-Vida

Suponha que tem apenas cinco minutos para apresentar graciosamente as suas crenças pró-vida a amigos ou colegas de turma/trabalho. Consegue fazê-lo usando argumentos racionais? O que deve dizer? E como é que pode simplificar a questão do aborto para aqueles que julgam que ela é irremediavelmente complexa?

Veja como ter sucesso em três simples passos:

1) Esclareça a questão. Os defensores da posição pró-vida argumentam que a prática do aborto tira injustamente a vida a um ser humano indefeso. Assim simplificamos a polémica do aborto ao apontar a atenção pública a apenas uma pergunta: O nascituro é um membro da família humana? Se assim for, matando-o/a para beneficiar outros é um grave erro moral. A prática do aborto trata o distinto ser humano, com o seu próprio valor moral inerente, como nada mais do que um instrumento descartável. Por outro lado, se os nascituros não são humanos, matá-los por qualquer motivo não requer maior justificação do que aquela necessária para arrancar um dente.

Por outras palavras, argumentos baseados na “escolha” ou “privacidade” passam completamente ao lado da questão. Conhece alguém que apoie a ideia de uma mãe matar o seu filho de 1 ano porque ela “tem poder de escolha”? Claramente, se os não-nascidos são seres humanos, como o são as crianças de 1 ano, não devemos matá-los em nome da escolha da mesma forma que não matamos uma criança por esse motivo. Mais uma vez, este debate roda em torno de uma e apenas uma pergunta: O que é o nascituro? Neste ponto, alguns podem argumentar que as suas comparações não são justas, que matar um feto é moralmente diferente do que matar uma criança. Ah, mas esse é o problema, não é? São os nascituros, como o são as crianças, membros da família humana? Essa é a única questão que importa. (Veja o artigo “Toddler Tactics” para saber mais sobre isto.)

Relembre os que o criticam que você é vigorosamente “pró-escolha” quando se trata de mulheres escolherem uma série de bens morais. Você apoia o direito da mulher de escolher o seu próprio médico, de escolher o seu próprio marido, de escolher o seu próprio trabalho e escolher a sua própria religião, para citar apenas alguns exemplos. Estas são algumas das muitas opções que você apoia plenamente que as mulheres tomem. Mas algumas escolhas são erradas, tal como matar seres humanos inocentes porque simplesmente eles são um estorvo e não se podem defender.1 Não, esse tipo de escolha não deve ser permitida.

2) Defenda a sua posição pró-vida através da ciência e da filosofia. Cientificamente falando, sabemos que desde os primeiros estágios de desenvolvimento, os nascituros são única e completamente seres humanos vivos. Os principais livros de embriologia confirmam-no.2 Por exemplo, Keith L. Moore e T.V.N. Persaud escreveram: “Um zigoto é o início de um novo ser humano. O desenvolvimento humano começa no momento da fertilização, o processo durante o qual uma gâmeta masculino ou esperma … une com um gâmeta feminino ou oócito (ovócito) … para formar uma única célula denominada zigoto. Esta altamente especializada célula germinal marca o início de cada um de nós como um indivíduo único.”3 Antes de defender a prática do aborto, o ex-presidente de Planeamento Familiar Americano, Dr. Alan Guttmacher, manifestou perplexidade que qualquer pessoa, muito menos um médico, sequer questionasse este facto. “Isto parece ser tão simples e evidente que é difícil imaginar um tempo em que não fazia parte do senso comum”, escreveu ele no seu livro “Life in the Making”.4

Filosoficamente, podemos dizer que os embriões são menos desenvolvidos do que os recém-nascidos (ou, para esse efeito, que qualquer criança), mas esta diferença não é moralmente significativa da forma que os defensores do aborto precisam que ela seja. Considere a afirmação de que a capacidade imediata para a auto-consciência confere valor aos seres humanos. Repare que este não é um argumento, mas uma afirmação arbitrária. Porque motivo algum desenvolvimento é necessário? E porque motivo é este particular grau de desenvolvimento (ou seja, maior função cerebral) decisivo na vez de outro? Estas são perguntas que os defensores do aborto não abordam adequadamente.

Como Stephen Schwarz aponta, não há nenhuma diferença moralmente significativa entre o embrião que você foi uma vez e o adulto que você é hoje. As diferenças de tamanho, nível de desenvolvimento, meio ambiente e grau de dependência não são relevantes ao ponto de podermos dizer que você não tinha direitos enquanto embrião, mas que os tem hoje. Pense na sigla TANG (em Inglês, SLED) como um lembrete útil dessas diferenças não essenciais: 5

Tamanho: É verdade, os embriões são menores do que os recém-nascidos e adultos, mas porque é que isso é relevante? Será que realmente quero dizer que as pessoas grandes são mais humanas do que as pequenas? Os homens são geralmente maiores do que as mulheres, mas isso não significa que eles mereçam mais direitos. Tamanho não é igual a valor.

Ambiente: Onde você está não tem qualquer influência sobre quem você é. O seu valor muda quando você atravessa a rua ou rola para a outra ponta da cama? Se não muda, como pode uma jornada de 20 cm a descer o canal de parto de repente mudar a natureza fundamental do nascituro de não-humano para humano? Se os nascituros não são ainda humanos, a simples mudança na sua localização não os pode tornar valiosos.

Nível de desenvolvimento: É verdade, os embriões e os fetos são menos desenvolvidos do que os adultos nos quais um dia se irão tornar. Mas, novamente, porque é que isso é relevante? Meninas de 4 anos de idade são menos desenvolvidas do que as de 14 anos de idade. Devem as crianças mais velhas terem mais direitos do que os seus irmãos mais novos? Algumas pessoas dizem que é a auto-consciência que faz um ser humano. Mas se isso é verdade, os recém-nascidos não se qualificam como valiosos seres humanos. Crianças de seis semanas de idade não têm a capacidade imediata para a realização de funções mentais humanas, assim como aqueles em estado de coma reversível, os que dormem, e os que sofrem com a doença de Alzheimer.

Grau de Dependência: Se a viabilidade nos torna humanos, então todos aqueles que dependem de insulina ou medicação para os rins não são valiosos e podemos matá-los. Gémeos siameses que dividem o tipo de sangue e sistemas corporais também não têm direito à vida.

Em suma, é muito mais razoável argumentar que, embora os seres humanos difiram imensamente no que diz respeito ao talento, realizações e graus de desenvolvimento, eles não deixam de ser iguais em valor, porque compartilham uma natureza humana entre si.

3) Desafie os seus ouvintes a serem intelectualmente honestos. Faça-lhes as perguntas difíceis. Quando os seus críticos disserem que o nascimento faz com que o nascituro se torne um ser humano, pergunte: “Como é que uma mera mudança de local de dentro do útero para fora do útero muda a natureza fundamental do nascituro?” Se eles disserem que o desenvolvimento do cérebro ou a auto-consciência nos torna humanos, pergunte se eles concordariam com Joseph Fletcher que diz que as pessoas com um QI abaixo de 20 ou talvez 40 devessem ser declaradas não-pessoas? Se não, porque não? É verdade que algumas pessoas vão ignorar o caso científico e filosófico que você apresentar para a visão pró-vida e defendam o aborto unicamente na base de um interesse próprio. Mas essa é a maneira preguiçosa de estar. Lembre os seus críticos que se nos preocupamos com a verdade, devemos corajosamente seguir os factos onde quer que eles nos levam, não importando qual o custo para os nossos próprios interesses.

Notas:

1. Gregory Koukl, Precious Unborn Human Persons (Lomita: STR Press, 1999) p. 11.

2. Veja também, T.W. Sadler, Langman’s Embryology, 5th ed. (Philadelphia: W.B. Saunders, 1993) p. 3; Ronand O’Rahilly & Pabiola Muller, Human Embryology and Teratology, 2nd ed. (New York: Wiley-Liss, 1996) pp. 8, 29.

3. Keith L. Moore and T.V.N. Persaud, The Developing Human: Clinically Oriented Embryology (Philadelphia: W.B. Saunders Company, 1998) p.2.

4. A. Guttmacher, Life in the Making: The Story of Human Procreation (New York: Viking Press, 1933) p. 3.

5. Stephen Schwarz, The Moral Question of Abortion (Chicago: Loyola University Press, 1990) p. 18.


Resolvi adicionar a este texto um vídeo que exemplifica o que é o aborto, para que todos saibamos da forma mais clara e dura possível que o nosso silêncio em relação a esta vil prática tem como resultado o extermínio de milhares de Seres Humanos indefesos no nosso País (mais de 100 mil nos últimos 7 anos) e por todo o mundo (entre 40 a 50 milhões por ano).

Aviso: O seguinte vídeo contém imagens explícitas e perturbadoras sobre a grave injustiça cometida a bebés por nascer, primeiro com 7 e 10 semanas (até esta fase o ato é despenalizado em Portugal) e por último 24 semanas após a fertilização (ato permitido, por exemplo, nos Estados Unidos).

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